Gato espirrando: causas e sinais de alerta

Gato espirrando: 8 causas comuns e quando se preocupar

Encontrar um gato espirrando de vez em quando não significa necessariamente que ele esteja doente. Assim como acontece conosco, o espirro é um mecanismo que ajuda o organismo a expulsar partículas e substâncias irritantes das vias respiratórias.

O problema é quando os espirros ficam frequentes ou aparecem acompanhados de outros sinais.

Secreção no nariz ou nos olhos, perda de apetite, apatia e dificuldade para respirar, por exemplo, merecem atenção. Infecções respiratórias como rinotraqueíte e calicivirose estão entre as doenças que podem afetar os gatos.

O CRMV-SP destaca que a rinotraqueíte é um problema respiratório comum em felinos e reforça a importância de manter a vacinação em dia.

Mas existem outras explicações possíveis para um gato espirrando muito.

Veja 8 causas e saiba quando procurar um médico-veterinário.

Gato espirrando: 8 possíveis causas

1. Poeira e outras partículas no ambiente

Um espirro isolado pode ter uma explicação bastante simples.

O gato pode ter inalado poeira ou alguma pequena partícula que irritou temporariamente seu nariz.

Isso pode acontecer, por exemplo, depois de:

  • explorar um local empoeirado;
  • entrar embaixo de móveis;
  • cheirar tecidos;
  • mexer na caixa de areia;
  • entrar em contato com partículas suspensas no ar.

O espirro funciona como um mecanismo para tentar eliminar aquilo que está irritando a cavidade nasal.

Se o gato espirra uma ou duas vezes e depois continua comendo, brincando e se comportando normalmente, não significa necessariamente que exista uma doença.

O que merece atenção é a persistência ou o aparecimento de outros sintomas.

2. Perfumes e produtos irritantes

O ambiente também pode explicar um gato espirrando com frequência.

Produtos com cheiro intenso ou partículas suspensas podem irritar as vias respiratórias.

Entre os possíveis irritantes estão:

  • perfumes;
  • sprays;
  • aromatizadores;
  • fumaça;
  • poeira;
  • produtos de limpeza;
  • areia sanitária muito empoeirada.

Se os espirros começaram depois da introdução de algum produto novo em casa, essa informação pode ser relevante.

Evite aplicar sprays e perfumes perto do animal e mantenha os ambientes ventilados.

Não tente, entretanto, diagnosticar uma “alergia” apenas porque o gato espirrou depois de determinado contato. Espirros persistentes podem ter diversas causas e precisam ser avaliados adequadamente.

3. Rinotraqueíte felina

Esta é uma causa importante de sintomas respiratórios em gatos.

A rinotraqueíte felina é uma doença infecciosa causada pelo herpesvírus felino e pode provocar sinais respiratórios.

Entre eles podem aparecer:

  • espirros;
  • secreção nasal;
  • secreção ocular;
  • conjuntivite;
  • redução do apetite;
  • febre;
  • prostração.

O CRMV-SP cita secreção nasal, espirros e conjuntivite entre os sintomas da rinotraqueíte e explica que o contato com secreções de outro animal é uma forma comum de transmissão.

A doença pode ser especialmente preocupante em filhotes e animais mais vulneráveis.

Por isso, um gato com espirros persistentes e secreção precisa ser avaliado por um médico-veterinário.

4. Calicivirose

Outro agente importante das doenças respiratórias felinas é o calicivírus felino.

Ele pode provocar manifestações respiratórias e outros sinais clínicos.

Rinotraqueíte e calicivirose fazem parte das doenças contra as quais as vacinas felinas podem oferecer proteção. O CRMV-SP cita a vacina tríplice felina como proteção contra rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia.

A existência de vacinação, entretanto, não significa que um tutor deva tentar diagnosticar sozinho qual agente está causando os espirros.

Diversas doenças respiratórias podem apresentar sinais semelhantes.

É o veterinário quem poderá avaliar o animal e determinar quais exames ou tratamentos são necessários.

5. Outras infecções respiratórias

Vírus não são os únicos agentes envolvidos em problemas respiratórios.

Infecções bacterianas também podem provocar sintomas como espirros e secreção nasal.

Além disso, diferentes agentes podem estar envolvidos simultaneamente.

É por isso que às vezes se utiliza a expressão complexo respiratório felino para descrever quadros envolvendo doenças infecciosas do trato respiratório superior.

Uma revisão acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul descreve o complexo respiratório felino como uma doença respiratória ou ocular contagiosa que pode envolver um ou vários patógenos e apresentar manifestações de leves a graves.

Não tente descobrir o agente pela cor da secreção ou medicar o gato por conta própria.

O diagnóstico precisa ser veterinário.

6. Corpo estranho no nariz

Gatos são curiosos.

Durante uma exploração, uma pequena partícula ou material vegetal pode entrar na cavidade nasal e desencadear espirros.

O organismo tenta expulsar aquilo que não deveria estar ali.

Um corpo estranho pode ser considerado principalmente quando os espirros:

  • começam subitamente;
  • são muito repetitivos;
  • parecem afetar principalmente uma narina;
  • aparecem depois de o gato explorar plantas ou ambientes externos;
  • vêm acompanhados de secreção.

Não tente introduzir pinças, cotonetes ou outros objetos no nariz do gato.

Além de empurrar o material para uma região mais profunda, você pode machucar o animal.

Procure um veterinário.

7. Problemas dentários

Esta causa costuma surpreender.

Nariz e boca estão anatomicamente próximos, e determinadas doenças dentárias podem acabar afetando estruturas próximas à cavidade nasal.

A Petlove inclui doença periodontal entre as possíveis causas de espirros em gatos.

Fique atento principalmente quando os espirros aparecem juntamente com:

  • mau hálito intenso;
  • dificuldade para mastigar;
  • redução do apetite;
  • salivação;
  • desconforto na região da boca.

Já temos um conteúdo diretamente relacionado:

Como escovar os dentes do gato? 7 passos para fazer corretamente

Mas higiene preventiva não substitui uma avaliação veterinária quando existe suspeita de doença odontológica.

8. Pólipos, alterações nasais ou tumores

Embora sejam explicações menos simples, alterações estruturais dentro da cavidade nasal também podem provocar espirros persistentes.

Pólipos, inflamações crônicas e tumores estão entre as possibilidades que podem precisar ser investigadas pelo veterinário.

A Petlove também cita tumores nasais entre as possíveis causas de espirros felinos.

Isso não significa que um gato espirrando esteja com câncer.

Existem causas muito mais comuns.

A questão é outra: espirros que persistem durante muito tempo, especialmente acompanhados de secreção de uma única narina, sangue, alteração facial ou outros sintomas, não devem simplesmente ser ignorados.

Gato espirrando é normal?

Um espirro ocasional pode acontecer.

O gato pode ter inalado poeira ou outra substância irritante e espirrar algumas vezes para eliminá-la.

O cenário muda quando você percebe:

“Meu gato está espirrando todos os dias.”

Nesse caso, vale observar:

  • frequência;
  • duração;
  • presença de secreção;
  • comportamento;
  • apetite;
  • olhos;
  • respiração.

Espirros frequentes ou acompanhados por outros sintomas justificam avaliação veterinária. Uma fonte veterinária brasileira também diferencia episódios esporádicos de quadros frequentes acompanhados de outros sinais.

Gato espirrando muito: quando se preocupar?

Procure orientação veterinária quando os espirros forem persistentes ou quando houver outros sintomas.

Preste atenção especialmente a:

  • secreção nasal;
  • secreção ocular;
  • olhos avermelhados;
  • falta de apetite;
  • febre;
  • apatia;
  • dificuldade para respirar;
  • respiração ruidosa;
  • sangue;
  • perda de peso.

O CRMV-SP cita olhos avermelhados, febre, espirros, corrimento nasal, maior inatividade e redução do apetite entre sinais associados a problemas respiratórios em gatos.

Filhotes, gatos idosos e animais com outras doenças também merecem atenção especial.

Gato espirrando e com secreção no nariz: o que pode ser?

A combinação de gato espirrando e nariz escorrendo aumenta a importância de investigar uma doença respiratória.

Observe a secreção, mas não tente diagnosticar a doença apenas pela aparência.

Conte ao veterinário:

  • quando começou;
  • se sai de uma ou das duas narinas;
  • se existem secreções nos olhos;
  • se o gato continua comendo;
  • se houve contato recente com outros gatos;
  • se está vacinado;
  • se existem outros sintomas.

Essas informações podem ajudar durante a consulta.

Gato espirrando e com olho lacrimejando

Espirros associados a alterações nos olhos são bastante relevantes em doenças respiratórias felinas.

A rinotraqueíte, por exemplo, pode apresentar espirros, secreção nasal e conjuntivite.

Observe se existe:

  • lacrimejamento;
  • secreção;
  • vermelhidão;
  • inchaço;
  • dificuldade para abrir o olho.

Não aplique colírios humanos ou medicamentos que sobraram do tratamento de outro animal.

Problemas oculares podem piorar e precisam ser avaliados adequadamente.

Gato espirrando sangue é normal?

Não.

Um espirro com sangue merece atenção veterinária.

O sangue pode aparecer por diferentes razões, desde irritação e trauma até corpos estranhos, inflamações e alterações dentro da cavidade nasal.

Não é possível determinar a causa apenas olhando para o sangue.

Se houver sangramento, especialmente se ele se repetir ou for acompanhado por outros sintomas, procure atendimento veterinário.

Gato espirrando e sem comer é preocupante?

Sim, principalmente quando a falta de apetite persiste.

Gatos dependem bastante do olfato para interagir com o alimento. Um nariz congestionado pode prejudicar essa percepção.

Mas a perda de apetite também pode indicar que o animal está se sentindo mal.

O CRMV-SP inclui redução do apetite entre os sinais que podem acompanhar problemas respiratórios felinos.

Além disso, gatos não devem permanecer longos períodos sem se alimentar sem avaliação.

Se seu gato está doente e deixou de comer, entre em contato com um médico-veterinário.

Gato espirrando pode ser gripe?

A expressão “gripe felina” é utilizada popularmente para alguns quadros respiratórios, mas não devemos confundi-los automaticamente com a gripe humana.

Gatos possuem doenças respiratórias próprias.

Rinotraqueíte e calicivirose estão entre as mais conhecidas e podem provocar sinais semelhantes aos que associamos a um resfriado.

O CRMV-SP aponta a rinotraqueíte entre os problemas respiratórios que podem acometer gatos e ressalta a importância da vacinação.

Por isso, evite diagnosticar simplesmente como “gripe”.

Gato pega gripe do dono?

Em geral, os agentes mais comuns envolvidos nas doenças respiratórias felinas são diferentes daqueles associados à gripe humana.

Portanto, não devemos concluir que um gato começou a espirrar porque “pegou a gripe” do tutor.

Da mesma forma, rinotraqueíte felina não é uma gripe humana transmitida ao gato.

Uma publicação brasileira recente sobre o tema também diferencia influenza humana das doenças respiratórias que afetam cães e gatos.

Se pessoas e animais da casa apresentam sintomas respiratórios simultaneamente, cada um deve receber a avaliação apropriada para sua espécie.

Gato espirrando pode ser alergia?

Substâncias ambientais podem provocar irritação das vias respiratórias, e quadros alérgicos também podem entrar entre as hipóteses avaliadas pelo veterinário.

Poeira, pólen, perfumes e outros irritantes são frequentemente citados nesse contexto.

Mas é importante não cair em uma armadilha:

espirros não significam automaticamente alergia.

Infecções, corpos estranhos e outras doenças podem provocar sinais semelhantes.

Se o problema é recorrente, o diagnóstico deve ser feito pelo veterinário.

O que fazer quando o gato está espirrando?

Se foi apenas um episódio isolado e o gato continua completamente normal, observe.

Também vale verificar se existe alguma fonte evidente de irritação ambiental.

Se os espirros persistirem:

Observe outros sintomas

Veja como estão olhos, nariz, respiração, apetite e comportamento.

Evite fumaça e sprays perto do gato

Perfumes, aromatizadores e produtos em aerossol não precisam ser utilizados perto do animal.

Mantenha o ambiente limpo e ventilado

Reduzir poeira e irritantes pode ajudar a manter o ambiente mais confortável.

Confira a vacinação

A vacinação faz parte da prevenção de importantes doenças respiratórias felinas. O CRMV-SP destaca a proteção contra rinotraqueíte e calicivirose entre as vacinas para gatos.

Procure o veterinário

Principalmente quando os espirros persistem ou existem outros sintomas.

O que NÃO fazer com um gato espirrando?

Evite principalmente:

  • dar antibiótico por conta própria;
  • oferecer antigripais humanos;
  • administrar anti-inflamatórios humanos;
  • utilizar descongestionante nasal;
  • pingar medicamentos no nariz;
  • utilizar colírios sem orientação;
  • fazer inalações com substâncias ou óleos essenciais;
  • esperar vários dias diante de dificuldade respiratória.

Medicamentos humanos podem ser perigosos para gatos.

O CRMV-SP alerta especificamente para os riscos da automedicação em animais e cita medicamentos humanos capazes de provocar danos graves.

O tratamento depende da causa dos espirros.

Quando o gato espirrando é uma emergência?

A dificuldade para respirar é muito mais preocupante do que o espirro isoladamente.

Procure atendimento veterinário rapidamente se perceber:

  • respiração com a boca aberta;
  • esforço evidente para respirar;
  • respiração muito difícil;
  • mucosas azuladas ou muito pálidas;
  • fraqueza intensa;
  • desmaio;
  • deterioração rápida do estado geral.

Gato respirando com dificuldade precisa de atendimento veterinário.

Não tente resolver a situação com receitas caseiras.

Como prevenir doenças respiratórias em gatos?

Nem todas as causas de espirro podem ser evitadas, mas alguns cuidados reduzem riscos.

Mantenha a vacinação em dia

É uma das medidas mais importantes.

A vacina tríplice felina inclui proteção contra rinotraqueíte e calicivirose, além de panleucopenia.

Evite acesso livre à rua

Contato com animais desconhecidos aumenta a exposição a doenças infecciosas. O CRMV-SP também alerta para esse risco em gatos com acesso à rua.

Observe gatos recém-adotados

Antes de introduzir um novo gato diretamente junto aos animais da casa, é recomendável realizar avaliação veterinária.

Mantenha o ambiente adequado

Boa higiene, ventilação e redução de fumaça e outros irritantes também são importantes.

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Perguntas frequentes

Gato espirrando é normal?

Um espirro ocasional pode acontecer por poeira ou alguma irritação passageira. Um gato espirrando repetidamente ou apresentando outros sintomas deve ser avaliado por um médico-veterinário.

Por que meu gato está espirrando muito?

Infecções respiratórias, irritantes ambientais, corpos estranhos e outras alterações nasais estão entre as possibilidades. Não é possível determinar a causa apenas pela frequência dos espirros.

Gato espirrando pode ser rinotraqueíte?

Sim. Espirros e secreções nasais estão entre os sinais que podem ocorrer na rinotraqueíte felina.

Gato espirrando e com nariz escorrendo é preocupante?

Espirros acompanhados de secreção merecem atenção, principalmente quando persistem ou aparecem junto com falta de apetite, alterações nos olhos, apatia ou dificuldade respiratória.

Gato espirrando sangue é normal?

Não. Sangramento nasal associado aos espirros precisa ser avaliado por um veterinário, especialmente quando se repete.

Posso dar antialérgico para gato espirrando?

Não medique o gato por conta própria. Existem diferentes causas de espirros e medicamentos humanos podem ser inadequados ou perigosos para felinos.

Quando levar um gato espirrando ao veterinário?

Procure avaliação quando os espirros forem persistentes, surgirem secreções, falta de apetite, apatia, alterações nos olhos ou outros sintomas. Dificuldade respiratória exige atendimento rápido.

Conclusão

Um gato espirrando ocasionalmente pode simplesmente estar reagindo à poeira ou a alguma substância que irritou seu nariz.

Quando os episódios se tornam frequentes, entretanto, é importante investigar.

Rinotraqueíte, calicivirose, outras infecções respiratórias, irritantes ambientais, corpos estranhos, problemas dentários e alterações nasais estão entre as possíveis causas.

Observe também o restante do gato, e não apenas o espirro.

Secreção nasal ou ocular, falta de apetite, apatia, sangue e mudanças no comportamento fornecem informações importantes.

E diante de dificuldade para respirar, procure atendimento veterinário rapidamente.

O objetivo não é descobrir em casa qual doença o gato possui, mas perceber quando um simples espirro deixou de ser algo ocasional e passou a exigir avaliação profissional.

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